Índice

Índice

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Biografia 

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Bibliografia

3

Época literária

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Resumo da obra

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Resumo do capitulo 

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Apreciação crítica  

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Biografia 

 Thomas More nasceu a 7 de fevereiro de 1478 em Londres e veio a óbito a 6 de julho de 1535 na mesma cidade.

  Este foi um humanista, político, filosofo, escritor, advogado e diplomata inglês, foi também  membro do parlamento e posteriormente chanceler no reinado de Henrique VIII. Thomas, foi o escritor da grande obra "Utopia", nesta ele defende uma sociedade ideal, administrada pela lei e pela religião, e com ela consegue criticar os erros políticos e econômicos de seu tempo, sem sofrer censura.

 Thomas More, filho John More um juiz e cavaleiro de Eduardo IV, e  filho de Agnes Graugner., ele foi educado para ser padre por isso com 13 anos foi levado para Canterbury, onde estudou com o cardeal Morris. depois de ter passado quatro anos em um mosteiro, concluiu que não tinha vocação para o sacerdócio mas continuou muito religioso durante toda a sua vida. Este nobre e respeitado homem casou-se duas vezes sendo a primeira com Jane Colt em 1505, com ela teve 4 filhos, sendo: Margaret, Elizabeth, Cecily e John. a sua primeira esposa morre em 1511 e Thomas More casou-se uma segunda vez, desta vez com Alice Middleton. Dizia-se que More era homem de muito bem humorado, um homem extremamente caseiro e dedicado à família, este também era muito próximo de seus amigo e dos filhos.

 Posteriormente o humanista exerceu a sua carreira de advogado, com isto ele começou a ser muito respeitado devido a sua competência, dado a esta mesma competência, ele conseguiu ir subindo de cargo em cargo até entrar para a corte de Dom Henrique.

 




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Bibliografia 

Algumas das obras de Thomas More:


  • Os Novíssimos.
  • Réplica a Martinho Lutero.
  • Súplica das Almas.
  • Debelação de Salem e Bizancio.
  • Tratado sobre a Paixão de Cristo.
  • Expositio Passionis.
  • Tratado para receber o Corpo de Nosso Senhor.
  • Piedosa Instrução.
  • Epitáfio.
  • Utopia.

 




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Época literária

Renascimento:

  Thomas More, foi um escritor que se inseriu no renascimento.
  O renascimento foi um movimento artístico oriundo da Itália, no inicio do Séc. XV. Este teve como suas principais características o humanismo, o individualismo, o universalismo, o racionalismo, o antropocentrismo, o cientificismo e a valorização da Antiguidade Clássica.
  Este movimento foi considerado artístico, cientifico e cultural, foi também a transição da Idade Media para a Idade Moderna. Outras áreas abrangidas pelo renascimento foram: a politica, a economia, a cultura, a filosofia, as artes e as ciências. 
  Este ainda hoje é um movimento polémico, pois alguns escritores e estudiosos afirmam que o renascimento causou ruturas no padrão cultural e intelectual da época, por outro lado alguns afirmam que ele apenas permitiu que surgissem novos meios artísticos e filosóficos.
  Assim como Thomas More, ouve outros grandes nomes da literatura a fazer parte deste movimento, como: Shakespeare, Miguel de Cervantes, Dante Alighieri e Luís Vaz de Camões.



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Resumo da obra

  A Utopia é, um relato de um homem chamado Rafael Hitlodeu, este é um viajante que  conheceu uma ilha na qual existe supostamente uma sociedade justa em todos os aspetos. A obra é divida em duas partes, em que na primeira o autor fala-nos sobre o encontro com um amigo chamado Pedro, em que este lhe apresenta a um velho viajante, durante o diálogo entre eles, há a pequena discussão sobre diversos aspetos sociais da época (algo que eles não concordavam), como a  pena de morte, classe religiosa, riqueza e pobreza. Já na segunda parte, o autor mostra-nos o relato de Hitlodeu sobre a sociedade de Utopia. Este descreve:

  • As cidades de Utopia;
  • Os Magistrados;
  • As Artes e Ofícios;
  • As Relações Mútuas entre os Cidadãos;
  • As Viagens dos Utopianos;
  • Os Escravos;
  • A Guerra;
  • As Religiões da Utopia.

Primeiro de tudo ele descreve-nos como funciona o Utopia:

  A Utopia é localizada numa ilha que por sua vez possui "200 mil passos de largura" e seu formato é de uma lua na forma crescente, assim formando uma bacia onde as ondas são mais calmas que o normal. A entrada para esta ilha, é perigosa pois só os utopianos é que conhecem as rochas, que por sua vez são verdadeiras armadilhas naturais para os possíveis visitantes. Esta ilha foi passou a ser chamada de Utopia quando foi invadida e conquistada por Utopus, um homem que impôs seu projeto de civilização ao povo nativo.

O seu projeto tinha várias vertentes entre elas:

Cidades:

  Aqui cada cidade deve ter, no máximo, 6 mil famílias (para que as cidades não fiquem nem com excesso de população nem com habitantes a menos), sendo que cada família deve conter entre 10 e 16 adultos. A quantidade de crianças não é contada nem controlada, o que pode indicar uma tolerância que considera a mortalidade infantil. 

  Quando existe excesso de pessoas numa família, elas são enviadas a outras que tenham falta de membros. O mesmo, acontece com a  população, esta é distribuída entre as cidades, para que todas contenham mais ou menos o mesmo numero de famílias e habitantes. Isto acontece para evitar grandes aglomerações. 

  Caso toda a ilha fique com excesso de habitantes, estes, são enviados para outras regiões, onde são iniciadas novas colônias de Utopia no continente, o que leva a acontecerem muitas das vezes conflitos entre os utopianos e os povos nativos, pois a cultura da ilha deve ser imposta ao povo do continente, caso os nativos não aceitem, são expulsos das próprias terras. 

Politica:

  Aqui acredita-se, que a família é a instituição básica da organização social, assim cada família têm que eleger, a partir de voto secreto que acontece anualmente, um representante, que é chamado de Sifogrante. Este, usando o mesmo método, elegem o príncipe, que será considerado o líder máximo da nação até à sua morte, a menos que ele exerça o seu cargo de forma autoritária. 

  Embora sejam eleitos anualmente, os Sifograntes geralmente ocupam o cargo durante toda a sua vida, a não ser que haja alguma tentativa de tirania, aí ele é restituído do cargo e acontecem novas eleições. Desta forma, funciona um conselho eleito que governa a ilha. 

O sistema Utopiano pode ser classificado, como uma democracia indireta. Por fim, não existe a participação política das mulheres. 

Roupas e acessórios:

  A moda Utopiana evita qualquer tipo de luxo, usando assim modelos simples e com tecidos de qualidade inferior, as suas vestes são sem detalhes diferenciados ou com excesso de detalhes. Todo o ouro da ilha é rejeitado e visto com certo desprezo, e por isso é usado para materiais e pessoas "inferiores", como correntes, móveis e utensílios para escravos.    Do mesmo modo, as pérolas e pedras preciosas eram usadas como brinquedos para as crianças e, por isso, são associadas a coisas infantis e vergonhosas. 

  Isto tudo com a finalidade de levarem uma vida longe da luxúria.

Prazer:

  Já a busca pelo prazer é aceite e incentivada na Utopia, desde que se estabeleça equilíbrio entre o trabalho, os estudos e outros aspetos da vida. O prazer é permitido porém com alguns limites, como ninguém poder tornar-se preguiçoso, ou então colocar a sua satisfação pessoal acima do bem comum. 

Assim, como todo o prazer que cause dor e sofrimento deve ser evitado.

 Apesar de não ligarem para luxos e coisas extravagantes, existem festas e comemorações, porém de teor religioso, assim como tempo livre que pode ser usado para o descanso, jardinagem, estudo, etc.

Religião:

Na Utopia, existe uma grande diversidade de crenças e é possível que isso aconteça, pois aqui é-nos garantida a liberdade de fé. 

No entanto, segundo a descrição das religiões da ilha, todas as crenças acabam por ser monoteístas. Aqui o Estado não impõe nenhuma fé nem nenhuma crença que todos tenham que seguir, o que é uma ideia inovadora e questionável para a época. 

Por sua vez, a intolerância religiosa não é aceite pela sociedade e todo aquele que ataca a fé do outro ou quer forçar sua própria religião a uma pessoa é punido.

Trabalho:

A cultura utopiana valoriza o trabalho, não utiliza o dinheiro. Todas as pessoas levam a sua produção até um armazém central onde os "chefes de família" se abastecem conforme suas necessidades. Tendo a abundância e a igualdade como princípios, a sociedade utopiana garante o abastecimento de todos. A jornada de trabalho é de seis horas diárias e todos têm acesso à educação básica. Todos devem praticar o serviço agrícola por pelo menos dois anos, em um sistema de rotatividade. Entre os indivíduos, são escolhidos alguns, por meio de voto, para desempenhar exclusivamente trabalhos intelectuais de educação, pesquisa e estudo, além dos sacerdotes, que são líderes espirituais da população. A classe dos letrados é hierarquicamente mais valorizada. 







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Resumo do capitulo 

A vida social e económica dos Utopienses 

  Neste capitulo é nos descrita a vida social dos utopienses e as suas relações mutuas. O capitulo começa por nos dizer  que a Utopia está dividida em famílias, que são agrupadas por laço de parentesco, em que as mulheres quando casam, têm de ir viver com os maridos. 

  Depois é nos dito que filhos e netos do sexo masculino devem permanecer em casa e estes assim como o restante da família, deve obediência ao mais velho da casa, se por acaso este vier a óbito, quem passa para o seu lugar é o segundo mais velho. Cada casa deve ter entre dez e dezasseis adultos, para que a cidade nao fique nem muito grande nem muito pequena, devido a isto, cada cidade deve ter 6 mil famílias, Caso uma cidade exceda o numero de famílias, estas são deslocadas para novas ilhas, em que os nativos e utopienses devem seguir as regras da utopia, caso nao se adaptem os nativos são expulsos da ilha. Mas se o contrário acontecer e a população desça drasticamente (algo que só aconteceu uma vez devido a uma praga) os nativos das colonia, são resgatados para que assim nao haja população em falta.

  Quanto à cidade, esta é dividida em 4 distritos iguais, e no centro de cada distrito existe um mercado, onde os chefes de família vão buscar alimentos para a família toda, estes não precisão pagar pelos alimentos pois acredita-se que nunca haverá iscasses de produtos. Junto a estes mercados existem os armazéns de viveres onde se encontram frutas, legumes e pães. Também são levados carnes e peixes, porém estes são mortos pelos escravos e fora das cidades, pois os utopienses acreditam que se matarem um animal, vão perder a empatia, por isso será mais fácil matar uma pessoa.

  Cada quarteirão possui no seu centro, um edifício de refeitório com a capacidade de alimentar 30 famílias, estas vivem e comem aqui. Aqui a distribuição de comida vai primeiro para os doente que são tratados em hospitais públicos ( há quatro hospitais em cada cidade, e todos são enormes por dois motivos, primeiro é para que os doentes se sintam confortáveis e segundo para a hipótese de haver uma epidemias se poderem isolar.

  Na utopia os estrangeiros não  são muito bem vistos porém quando vêm, são recebidos com uma casa já mobilada e têm tudo ao seu dispor. Na hora das refeições um trompete de bronze soa para que todos s reúnam, Aqui os homens sentam-se com as costas voltadas para a parede e as mulheres para o corredor, casa aconteça alguma coisa ela poderem sair sem terem de incomodar ninguém. As mulheres com recém nascidos comem numa sala à parte para que estes não incomodem o jantar, caso a mãe do bebe nao ter leite, arranja-se uma ama de leite, uma coisa bem vista na utopia.

Durante as refeições os mais velhos aproveitam para ouvir a opinião dos mias novos. Quanto à comida, primeiro é servida aos mais velhos e depois aos restantes. O almoço é uma refeição leve e o jantar mais elaborado.

  Por fim, os utopienses, acreditam que nenhum prazer é proibido, pois é preferível assim do que se  tornarem coisas ambicionáveis e destrutivas. 



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Apreciação crítica 

Na disciplina de Clássicos da literatura foi-nos proposto a leitura de várias obras, e uma delas foi a Utopia. 

 Confesso que estava com grandes espectativas, não pelo significado de utopia mas pelo autor também, porém desiludi-me um pouco. Primeiro queria dizer que eu gostei da ideia do livro e como este foi escrito, acho que as descrições são realmente necessárias para que possamos entender o real de uma utopia, porem o que me desiludiu foi essa mesma ideia. Na minha cabeça, uma utopia era uma cidade inalcançável, onde não existiam diferenças entre as pessoas, mas não foi bem assim, por exemplo os escravos serem obrigados a matar os animais pois os utopienses não podiam faze-lo pois fazia com que perdessem a humanidade, outro caso que me espantou um pouco foi ver a forma como eles mesmo sendo uma cidade ideal ainda desprezam e desvalorizam as mulheres. Sei que tudo isto era normal naquela época, mas choca um pouco saber que um lugar ideal era assim.

  Para finalizar eu gostei da obra tirando as partes que referi anteriormente.





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Andréa Nunes Marques,nº6, 12º ano, turma E
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